8 de mar. de 2008

Somewhere Back In Time Tour 2008

Na última terça-feira fui ao show do Iron Maiden que aconteceu na Pedreira Paulo Leminski aqui em Curitiba. Bom, quem quiser saber detalhes técnicos como horário de entrada, setlist, problemas que aconteceram ou não, basta fazer uma pesquisa no google sobre o show, porque não tenho disposição pra fazer um post idêntico ao que já tem por aí.


Resumindo, o show foi foda, muito bom mesmo e vai ser difícil algum show que eu for esse ano superar a qualidade do que vi por lá. Bruce Dickinson canta muito, e a banda tem um entrosamento monstruoso, não é a toa que há mais de 20 anos é considerada como a maior banda de heavy tradicional do mundo. O set estava perfeito, e apesar de uma ou outra preferida não ter entrado, não trocaria nada dele. Ficou bem balanceado entre os álbuns abrangidos, apesar da clara preferência por músicas do Powerslave, que teve metade do álbum apresentado.


Se houve problemas, teve mais a ver com a falta de educação de grande parte dos presentes e do já habitual atraso para a abertura dos portões, que estava marcada para as 14h e só foi efetivamente acontecer lá pelas 15h e pouco. Eu sei que é normal em um show rolar de pessoas tentando passar na sua frente (e nunca são pessoas mais baixas do que você, e sempre tem algum amigo que "está mais pra frente esperando"), e que rola algum empurra-empurra em determinados momentos, mas nesse show a repetição das duas situações foi muito maior do que qualquer outro show que já vi. Tanto que acabei cedendo meu lugar e fui mais para atrás de onde estava, caso contrário em vez de prestar atenção no show, acabaria ou passando mal, ou perdendo as duas horas de show lutando pra permanecer onde estava, me preocupando em conseguir equilíbrio pra ficar de pé.

Resumindo, apesar desses pequenos problemas relativos a fãs mal-educados que acham justo eles poderem ver o show o mais perto possível e com conforto, mas os demais pagantes não, foi um show excelente. Caso a promessa que o Bruce Dickison fez de retornar ano que vem ao Brasil (e possivelmente Curitiba) seja cumprida, irei sem dúvida... mas é claro, pagando ingresso na área VIP pra não me incomodar tanto com falta de educação.





20 de fev. de 2008

Afinal, o que eu devo escutar?

Provavelmente um dos maiores problemas que surgem quando se começa a querer se aprofundar em um ou mais estilos musicais é o gigantesco número de referências a que se é exposto. Por exemplo, para alguém que começou a ouvir Heavy Metal agora, decidir o caminho porque seguir não é algo necessariamente fácil - para alguém novo no estilo, fica a impressão que é imprescindível conhecer a discografia completa do Black Sabbath, Iron Maiden, Judas Priest, Deep Purple, só pra citar os "pilares" mais conhecidos sobre quais o estilo se apoia.

E é claro, sempre vai surgir o purista que vai dizer pro novato que o que ele escuta não é música de verdade, que ele precisa ouvir as bandas x e y pra conhecer o que realmente é o estilo. Em se tratando de rock, isso é bastante acentuado, ainda mais porque o estilo está cheio de "deuses" intocáveis. "O que, não conhece Led Zeppelin? Como ainda tem a coragem de dizer que gosta de rock?" ou "Vai dizer que ainda não ouviu Rubber Soul dos Beatles? Nossa, vai ouvir pagode cara" são comuns de se ouvir quando alguém que está se iniciando nesse mundo.

Mas e ai, como prosseguir? Ir direto aos clássicos do estilo ou começar aos poucos, ouvindo mais bandas não tão expressivas no cenário como um todo mas que agradem ao ouvido, e depois disso procurar algo semelhante? Minha dica é misturar um pouco das duas alternativas, e não ter medo de gostar de coisas consideradas mais "pops" ou de dizer que não gostou de algum "clássico".

Vou usar como exemplo a experiência pessoal:
Quando comecei a me interessar mais por rock como algo mais do que somente música, a banda que eu me apaixonei de cara foi o Blind Guardian. Durante meses era só o que eu ouvia, decorei a grande maioria das letras, comprei a discografia quase completa (o que me fez gastar pela primeira vez na vida mais de 30 reais em um CD), enfim, era o dia inteiro Blind Guardian. Durante esse tempo, aproveitei pra conhecer bandas que tiveram alguma influência sobre o grupo, como o Uriah Heep (banda mais subestimada da década de 70 em minha opinião), mas foi só quando surgiu o Dream Theater que deixei de lado o Blind... pra me afundar em um vicio ainda maior pela banda de metal progressivo.

Foi nessa época que comecei a pesquisar mais sobre biografias de bandas, e a me interessar pelos chamados projetos paralelos dos membros. Foi a partir dai que realmente comecei a me aprofundar mais em música e a procurar conhecer coisas novas, que fujam do lugar comum. Pra não tornar a coisa muito longa, hoje além de heavy metal, curto coisas dos mais diversos estilos dentro do rock, passando pelas raízes encontradas no blues, até coisas mais modernas como o indie rock do Arctics Monkeys.

Onde quero chegar com tudo isso? Basicamente é, se você tá começando a curtir música agora, curta sem medo. Não precisa ir atrás de tudo que te recomendarem nem gostar de primeira de alguma coisa só porque o senso comum diz que aquilo é um clássico e é obrigatório constar na sua discografia. Mas também não se prenda somente a determinado estilo ou a meia dúzia de bandas, experimente, corra atrás de bandas novas e procure saber as influências de seus ídolos e ir atrás delas.

Assim, além de conhecer cada vez mais sobre essa coisa apaixonante que é música, vai poder criar um gosto próprio e não ser tão influenciado pelo senso comum do que é a "boa música". E durante o processo, se tudo der certo, vai aprender a ter paciência quando for sua vez de ajudar alguém que está se iniciando nesse mundo e procurar boas dicas do que ouvir.

6 de fev. de 2008

Review: Ringo Starr - Liverpool 8

Um dos primeiros lançamentos de 2008 que consegui escutar, o mais novo álbum solo do baterista (e mais esquecido entre os membros) dos Beatles não decepciona, mas também não se tornará um clássico na lista de ninguém.

Liverpool 8 é um álbum de pop-rock das "antigas", por assim dizer. Acho que o mais apropriado seria dizer que Ringo se mantém fiel à primeira fase dos Beatles, com canções "upbeat" sobre amizade, amor, etc. É um rock mais tradicional, que presa mais o básico do estilo, sem se arriscar muito em coisas que se tornaram padrão, como guitarras distorcidas e sintetizadores.

Acredito que o maior problema do álbum reside justamente na voz de Ringo Starr, comprovadamente a mais fraca dentre os quatro Beatles. Apesar de não ter grande alcance nem variar muito de tom, acaba não comprometendo em nada o álbum. Recomendo especialmente pra quem procura um álbum de rock mais relaxado, sem necessariamente ter que apelar pra títulos acústicos.

Lista das músicas:

1. Liverpool 8
2. Think About You
3. For Love
4. Now That She's Gone Away
5. Gone Are The Days
6. Give It a Try
7. Tuff Love
8. Harry's Song
9. Pasodobles
10. If It's Love That You Want
11. Love Is
12. R U Ready?

31 de jan. de 2008

Crença religiosa e música

Ok, ok, pelo grande número de exigências, cartas chegando sem parar e ameaças de morte caso eu parasse de postar, decidi que era melhor atualizar isso aqui pra não pensarem que eu desisti (ok, algumas dessas coisas ai não são necessariamente verdade).


Aviso: assunto "delicado", se você faz parte da Igreja Universal do Reino de Deus, algum grupo neonazista ou é algum islâmico fanático, não leia isso (mas afinal, não é tudo a mesma coisa?)


Então, tava eu aqui ouvindo Neal Morse quando me veio o seguinte pensamento: O cara canta bem, tem uma banda boa, mas o tema das canções é sempre o mesmo, a devoção a Deus. Eu pessoalmente não acredito muito nisso, mas como gosto do trabalho do cara ouço tranquilamente, e respeito o bastante pra não me ofender pelas opiniões que ele tem sobre religião.

Mas dai eu fico pensando: Po, o cara abandonou o Spock's Beard e o Transatlantic por causa disso, por achar que devido à sua conversão como um cristão renascido, tinha como dever somente compor e cantar músicas que tivessem temática cristã... mas pra que isso? Será que não dá pra conciliar a fé récem adquirida com um trabalho que não necessariamente fale sobre religião?

Digo, é óbvio que o cara não ia cantar temas falando mal da religião dele, ninguém pede isso... mas pow, rejeitar o que fazia antes e deixar na mão não só fãs, mas o resto da sua banda que trabalhou com você durante anos não é um pouco de exagero?

Talvez o caso mais conhecido no Brasil de alguém que fez isso seja o do Rodolfo, primeiro vocalista da banda Os Raimundos (na época em que ainda fazia algum sucesso) e é claro, as famosas apresentadoras de programas infantis ou ex-chacretes que encontraram Jesus e agora fazem propaganda da Universal do Reino de Deus.

O resumo da história é o seguinte: Rodolfo era um cara que cantava músicas com letras bastante xulas enquanto estava no Raimundos. De uma hora pra outra *puff*, decidiu que tudo aquilo não passava de uma indecência, brigou com os outros membros e fundou uma banda que só teria letras com o selo de garantia "aprovado by Deus", chamada Rodox.

Tudo parecia bem: enquanto Raimundos gozou de um pouco de popularidade, pra logo haver uma debanda geral de membros e fãs, e ser relegado ao time de bandas "oh meu deus, isso ainda existe?", o Rodox tava por aí tocando pra públicos pequenos e sem muito destaque em geral. Até que uns meses atrás surge a notícia de que o Rodox tava acabando, porque o Rodolfo não conseguiu converter os demais membros, e basicamente disse "se vocês não fazem e pensam que nem eu mando, então acabou a brincadeira".

Ok, tudo bem, tenha sua religião, mas pow, cade a tal mensagem de tolerância e "ame os outros da forma como eles são", que pelo menos pra mim que não entendo muito, são básicas em qualquer tipo de religião? Por mais que eu não entenda, tudo bem, se quer cantar só sobre determinado tema e acha que sua missão é espalhar a mensagem de Deus pros outros, ótimo, espero que seja feliz.

Mas simplesmente rejeitar e desprezar pessoas que trabalharam com você porque você não convenceu elas a seguirem o mesmo caminho, e dar como desculpa o fato de que elas não foram capazes de ouvir a palavra de qualquer entidade que se venere, pra mim além de uma demonstração imensa de babaquice, mostra bem o quanto religião é algo deturpado hoje em dia. "Junte-se a nós e obtenha a salvação, caso contrário queime no inferno": quantas pessoas e instituições não usam uma propaganda parecida com isso, e ainda tem coragem de se auto-denominar iluminados e bons?

Bom, a postagem termina por aqui, sei que fugi bastante do tema música, mas whatever =P. E por favor, se alguém for comentar aqui, que não seja me xingando nem amaldiçoando minha familia a queimar eternamente, eles não tem culpa da minha opinião.

10 de jan. de 2008

2008, so far, so what?

Então, 2008 chegou e bem, nada de muito novo, continua sendo um dia após o outro, e até agora nenhum grande desastre mundial ou a segunda vinda de Jesus aconteceu. E como nada mudou, minha disposição pra postar no blog também continua a mesma, ou seja, muito baixa =P

Então basicamente eu tava pensando que nunca expliquei porque no meio de um monte de blogs e sites bem mais conhecidos, conceituados (e com conteúdo melhor, devo admitir), ainda mantenho um blog sobre um assunto que divide tantas opiniões como música. Ainda mais sem uma "linha editorial" bem definida, uma hora eu to falando de bandas de Heavy Metal e outra to falando da banda indie que é o hype da semana. Bom, não que eu precise me justificar, mas eu gosto de falar sobre os motivos que me levaram a criar e ainda manter vivo o blog.

Decidi falar de música simplesmente porque é uma das poucas coisas no mundo que eu posso dizer que realmente amo e que sinto que faz parte de mim, é algo que eu simplesmente não conseguiria me ver vivendo sem. Ouvir música é algo que eu consigo ouvir a qualquer hora do dia sem me incomodar nenhum pouco, e que sempre dá um jeito de me empolgar.

É dificil explicar o quanto a música é algo importante pra mim.... não é simplesmente o ritmo, as letras, os sentimentos que expressa... é tudo isso sim, mas algo mais, algo quase impossível de explicar, que me fascina em diversos estilos e faz com que eu queria conhecer cada vez mais coisas, indo cada vez mais fundo naquilo que eu gosto. Só o ato de ouvir uma determinado banda ou música em específico me ajudou a superar muitos momentos ruins da minha vida, e não seria exagero dizer que certas bandas foram verdadeiras "amigas" quando eu precisava de ajuda, ouvir que não era só eu que sentia determinadas coisas e que eu não estava sozinho (OMG, isso soou tão nerd-solitário agora =P).

Talvez por isso que eu seja tão sério, exigente (e muitas vezes chato pra cacete, admito) quando se trata de determinadas "bandas" ou "grupos". Sim, é impossível disassociar a música do lado comercial, mas uma coisa que me irrita profundamente são esses coisas pré-fabricadas que surgem de tempos em tempos e se tornam a grande moda passageira, em que todos que não gostam ou criticam são pessoas chatas que não são capazes de "relaxar e se divertir".

Bom, eu não funciono assim, se eu gosto de uma coisa sou sério em relação àquilo e procuro conhecer a fundo. Pra mim tão importante quanto a habilidade do artista, as melodias e letras, é conhecer sua história pessoal e suas influências. Só assim acho que consigo obter respeito pela pessoa e entender realmente o trabalho que faz (e bem, preciso aprender logo algum instrumento, acho que isso me ajudaria a me aproximar ainda mais dos trabalhos que gosto). Enfim, resumidamente é por isso que eu escrevo sobre o que escrevo, porque é algo tão forte que eu não consigo guardar só pra mim, porque eu acredito que o minimo que posso fazer é tentar fazer surgir nos outros o mesmo tesão que tenho por música.

22 de dez. de 2007

Melhores do ano - Parte 2

Eu ia fazer um post todo bonitinho, com fotinhos dos cds, detalhes do lançamento e tal, mas se fosse insistir nessa idéia, provavelmente eu nunca iria atualizar isso aqui.

Segue a segunda parte dos melhores do ano, dessa vez somente com cds que sairam no ano de 2007:


The Return Of Mother Head's Family Reunion
Richie Kotzen - The Return of Mother Head's Family Reunion/Go Faster

A proposta do Kotzen nesse cd era fazer composições mais voltadas pro hard rock, assim como foi o clássico Mother Head's Family Reunion. Bom, eu não posso falar muito porque considero todos os cds do cara excelentes, com excessão de uma ou outra música. Enfim, um disco muito bom, com elementos hard rock, blues, fusion etc, coisa já comum pra quem conhece o trabalho do cara. Destaque pras faixas Fooled Again, Faith e Dust.

Somewhere In The Between
Streetlight Manifesto - Somewhere In The Between

Terceiro cd dessa banda de ska, e segundo de inéditas (depois da palhaçada que foi a regravação do clássico Keasbey Nights). O que mais me atrai nessa banda é que apesar de ser ska, ela tem muito peso, e as letras são bastante inteligentes, algo que por si só conta muitos pontos. Enfim, não chega a ser tão bom quanto a estréia Everything Goes Numb, mas mesmo assim se provou um lançamento excelente. Destaque para The Blonde Lead The Blind, Somewhere In The Between e Would You Be Impressed.

Into The Wild
Eddie Vedder - Into The Wild

Primeiro trabalho solo de Eddie Vedder, foi criado como trilha sonora do filme do mesmo nome. Eu gostei principalmente porque... bem, eu acho a voz do cara muito boa, e sou alvo fácil pra lançamentos acústicos, eu confesso. Quem procura algo semelhante ao que o cara faz no Pearl Jam, passe longe. É um trabalho bem mais intimista, em que o destaque é todo pra voz e a interpretação das letras. Destaque para Hard Sun, Society e Setting Fourth.

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Engenheiros do Hawaii - Novos Horizontes - Acústico

O que tinha tudo pra ser somente um acústico MTV Volume 2 superou minhas expectativas. A adição de músicas inéditas misturadas com antigas mais lado-b rendeu muito bem. O maior problema do cd é justamente o Humberto Gessinger. Por que digo isso? Bom, porque ele inventou que sua filha Clara deveria cantar em duas das músicas do disco, e digamos que a garota não é lá das melhores cantoras. Destaques são Não Consigo Odiar Ninguém, No Meio de Tudo Você e Eu Que Não Amo Você.

Close as you get
Gary Moore - Close As You Get

Ok, admito que não conhecia o trabalho do Gary Moore, e que esse é provavelmente o cd que comecei a ouvir mais recentemente a entrar na lista, mas seria quase um crime não incluir isso aqui. Um disco ótimo de blues, com uma voz e uma guitarra marcantes. Não sei o que dizer, basicamente é um álbum excelentes, daqueles que se ouve do início ao fim sem pular nenhuma faixa e logo se quer repetir. Destaque pra ótima abertura If The Devil Made Whiskey, Thirty Days e a versão para Eyesight To The Blind.

Night falls over kortedala
Jens Lekman - Night Falls Over Kortedala

Jens Lekman é um cara que consegue provocar acima de tudo estranheza pelo tipo de música que faz. Parece que se está ouvindo algo bem antigo, algo estilo da década de 40 ou 50, um estilo meio ultra-romântico exagerado, ultrapassado. Mas o pior é que apesar de estranho, é algo realmente bom, que não causa repulsa. É claro, não é algo que se acostume na primeira vez que se escuta, mas insistindo dá pra ver que a coisa tem qualidade. Destaque para The Opposite Of Hallelujah, If I Could Cry (It Would Feel Like This) e Friday Night At The Drive-In Bing.

Blood on the highway
Ken Hensley - Blood On The Highway

O álbum mais autoral da lista, surgiu a partir do livro que Hensley escreveu sobre os anos que passou no Uriah Heep, sobre como conseguiu a fama e as dificuldades e surpresas que encontrou pela vida. O álbum conta a história da ascensão e queda de uma estrela do rock, e sua eventual volta triunfal aos palcos. Além do próprio Hensley, cantam no álbum Glenn Hughes, Jorn Lande, John Lawton e Eve Gallagher. Destaque para (This Is) Just The Beginning, Blood On The Highway e Okay (This House Is Down).

About what you know
Little Man Tate - About What You Know

Um dos primeiros lançamentos do ano, me decepcionou um pouco por não apresentar nenhuma grande novidade em relação às músicas já conhecidas antes do lançamento. Além disso, deixou de fora várias músicas de peso, como Hello Miss Lovely e The Agent. Destaques são House Party At Boothy's, Sexy In Latin e This Girl Isn't My Girlfriend.

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Mando Diao - Never Seen The Light Of Day

Já falei desse cd num post anterior bem recente, então não vou me repetir. Destaque para Gold, One Blood e Not a Perfect Day.

Life In Cartoon Motion
Mika - Life In Cartoon Motion

Mika é um cara estranho... as músicas são extremamente pops, ele canta de um jeito meio afetado, e algumas letras não fazem muito sentido. Mas apesar disso tudo, o cd do cara é algo viciante e bem legal. Se você estiver num dia triste, só ouvir Life In a Cartoon Motion que é quase garantido que vai se alegrar. Destaques são Love Today, Stuck In The Middle e Ring Ring.

Live
R.E.M. - Live

Primeiro CD ao vivo da banda depois de mais de 20 anos de vida, apresenta a maioria das músicas do último álbum de estúdio, o Around The Sun, e outros clássicos, como Losing My Religion, What's The Frequency, Kenneth e Man On The Moon. Além dessas, destaco Drive, I'm Gonna DJ e The Ascente Of Man.

Under The Blacklight
Rilo Kiley - Under The Blacklight

Quarto álbum de estúdio da banda, apresenta um indie pop bem legal, com letras e refrões que ficam presos na cabeça logo na primeira vez que se escuta o álbum. Destaque para Dreamworld, 15 e The Moneymaker.

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The National - Boxer

Cd mais recente dessa excelente banda, volta um pouco pra linha dos dois primeiros álbuns da banda, mas trazendo junto as letras mais desenvolvidas apresentadas em Alligattor. Destaque para Mistaken For Strangers, Apartment Story e Slow Show.


Resumidamente, esses são os melhores álbuns que escutei durante o ano. Podia mencionar coisas como o primeiro álbum do The Enemy ou o segundo cd do The Honorary Title, mas decidi incluir somente aqueles que resistiram a um bom tempo de audição e que consigo ouvir a qualquer hora sem enjoar na metade.

12 de dez. de 2007

Melhores do ano - Parte 1

Bom, pra fechar o ano, decidi colocar aqui no blog o que pra mim aconteceu de mais relevante em relação à música. Melhores CDs, melhores bandas, melhor show que eu fui ou assisti, etc. Enfim, o objetivo não é fazer um top 2007, já que muita coisa que vai entrar aqui saiu em anos anteriores mas só esse ano eu acabei descobrindo. Peço que levem em conta que é uma lista totalmente pessoal, e meu objetivo não é fazer a lista definitiva do que aconteceu de melhor.

Ok, começando pelos shows, que infelizmente foram poucos, mas excelentes.

3 - Tim Festival

Já fiz um post bastante detalhado sobre o que rolou e minhas impressões de cada show. Como dito anteriormente, fui com maior expectativa pra ver Artic Monkeys, mas quem surpreendeu mesmo foi o The Killers. Uma banda que funciona muito bem ao vivo e que sabe como manter o público interessado durante todo o show.

2 - Richie Kotzen & Eric Martin

Fiquei sabendo que ia rolar o show no Opera 1 através de um amigo de São Paulo que é grande fã de Mr. Big e do Eric Martin. Como eu gostava bastante do que conhecia de Mr. Big, decidi ir ao show, e pra me acostumar consegui alguns álbuns da carreira solo dos dois. E não é que me arrependi amargamente de ter ficado tanto tempo sem conhecer os trabalhos que os caras fizeram fora do Mr. Big? Destaco toda a discografia do Richie Kotzen, e o Tak Matsumoto Group do qual o Eric Martin participou.

Mas enfim, sobre os shows em si: Eric Martin é um grande showman, tem uma presença de palco excelente e sabe dozar muito bem as músicas do Mr. Big, carreira solo e TMG. Na minha opinião, os pontos altos do show foram a abertura com Wish You Were Here, o trecho de Goin' Where The Wind Blows, To Be With You, bem, basicamente o show todo foi um ponto alto. Pena que eu não conhecia muito ainda da carreira solo do cara, e fiquei perdido em algumas músicas.

Richie Kotzen entrou logo depois, e apesar de não ser tão carismático quanto o Martin, o cara é um puta guitarrista/cantor/compositor. Infelizmente também sofri pelo fato de não conhecer muito da carreira do cara (odeio ir em show conhecendo nada de letras =/) e pelo som do lugar que não tava muito bom, na maioria das músicas era díficil entender o que ele tava cantando. Pontos altos foram as músicas Mother Head's Family Reunion, Doin' What The Devil Says To Do e, é claro, os clássicos absolutos Stand e Shine.

Pena que não rolou a jam com o Eric Martin que fizeram em todos os shows da turnê conjunta pela América do Sul, menos em Curitiba, é claro...

1 - Blind Guardian

Em um ano que Blind Guardian vem pro Brasil, não tem como acontecer um show melhor. Peço perdão a todos, mas os bardos sempre vão ocupar um posto especial entre as bandas que gosto. Eles foram simplesmente os responsáveis por eu começar a gostar de heavy metal e procurar me informar melhor sobre bandas não tão conhecidas pelo público em geral.

De todas as músicas que tocaram, só não sabia decoradas as do álbum mais recente, mas isso não importa, porque ao vivo são excelentes, e só o fato de terem tocado Punishment Divine e Lord Of The Rings exclusivamente em Curitiba já valeu. Pontos altos? O show todo, mas especialmente as duas músicas citadas, mais Born In a Mourning Hall, And Then There Was Silence, Fly... diabos, o show inteiro foi fenomenal. Pena que conhecendo o Guardian, outro desses só em 2009 ou 2010...